Reservas nos EUA recuam e crude dispara

Receios de que o Irão, à semelhança do que ocorreu na década de 80, venha a tentar obstruir a passagem de petroleiros junto ao Estreito de Ormuz, onde passa 20% da oferta mundial, tem contribuído para o aumento dos preços.

O petróleo voltou a valorizar nos mercados internacionais. As reservas petrolíferas dos EUA recuaram em 12,8 milhões de barris na semana passada, uma diminuição cinco vezes superior ao que era esperado pelos analistas e a maior desde Setembro de 2016. As exportações petrolíferas da maior economia do mundo atingiram um nível recorde de 3,8 milhões de barris por dia, o que explica, em parte, a redução dos stocks.

Por outro lado, as tensões entre os EUA e o Irão voltaram a reflectir-se nos preços. A escalada das tensões entre os dois países tem tido impactos no mercado petrolífero, em grande medida, devido ao Estreito de Ormuz. Cerca de 20% da oferta mundial passa por este canal, pelo que os receios de que o Irão, à semelhança do que ocorreu na década de 80, venha a tentar obstruir a passagem de petroleiros, tem contribuído para o aumento dos preços.

Entretanto, a atenção dos investidores deverá virar-se para a reunião da Organização dos Países exportadores de Petróleo (OPEP), que ocorrerá nos dias 1 e 2 de Julho, em que a OPEP irá determinar se prorroga o programa de cortes. (…)

(Leia o artigo integral na edição 530 do Expansão, de sexta-feira, dia 28 de Junho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

* Banco Angolano de Investimentos