Angola lança concurso internacional para privatizar fazendas

O Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGAPE) de Angola lançou um concurso internacional para a privatização, em Julho, de quatro fazendas.

As fazendas do Longa e agro-Industrial do Cuimba, bem como dos Projectos de Desenvolvimento Agrícola de Camaiangala e Sanza Pombo, localizados nas províncias do Cuando Cubango, Zaire, Moxico e Uíge, respectivamente serão as primeiras de um pacote mais alargado de privatizações. A chefe do departamento de privatização do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Ana Paulo, afirmou que os preços de referência das referidas fazendas estão avaliados entre USD 22 e USD 35 milhões.

O Estado angolano poderá arrecadar cerca de USD 110 milhões com a privatização das quatro fazendas. O engenheiro Carlos Paim, do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola, indicou que todas as fazendas encontram- se actualmente paralisadas, apesar de já terem estado anteriormente em funcionamento, com capacidade de reiniciar de imediato a sua actividade enquanto decorre o processo de licitação. Numa segunda fase serão colocadas em concurso outras 17 empresas envolvendo matadouros industriais e modulares, fábricas de concentrado de tomate e entrepostos de frio em diferentes regiões de Angola.

O IGAPE indicou que dentre as 17 empresas encontram-se os matadouros industriais de Camabatela, Porto Amboim e modulares de Luanda e de Malanje, as fábricas de concentrado de tomate de Caxito, Dombe Grande (onde também é privatizado um entreposto frigorífico) e Namibe, bem como complexos de silos nas regiões agrícolas de Caconda, Caála, Catabola, Catete e Ganda. Juntas, essas unidades totalizam 43 284 hectares, 18 384,8 dos quais de área produtiva, 1 200 irrigados, e 52 infra-estruturas, ao que se somam 152 quilómetros de estradas.