Alucinações e paranóias

Torna-se cómica, demasiado cómica, a esquizofrenia demonstrada por um dos apêndices do departamento de propaganda do MPLA, o jornal da Angola do MPLA, em relação às “Fake News” (notícias falsas). Só encontramos uma explicação para esse facto, o jornal da Angola do MPLA não gosta de sentir concorrência na publicação de “Fake News” e pretende continuar dominador no mercado das alucinações, paranóias, futilidades, sofismas e falácias.

Por Domingos Kambunji

Um dos objectivos na gestão de empresas, na conquista de mercados, é tentar eliminar os concorrentes mais directos para tentar exercer a dominância. Neste aspecto o jornal da Angola do MPLA sofre do problema de ter demasiada concorrência da rádio nacional da Angola do MPLA e da TPA do MPLA. Estes três concorrentes também são comensais parasitários de dinheiros públicos

Donald Trump tem-se destacado, a nível mundial, acusando o jornalismo honesto de “Fake News” e de “Inimigos do Povo”. Até parece que ele bebeu essa motivação e foi buscar essa inspiração nos órgãos oficiais de propaganda demagógica da Re(i)pública da Angola do MPLA. Esse insulto do presidente norte-americano motivou muitos ditadores, em todo o mundo, para acusarem os jornalistas honestos e competentes de publicarem “Fake News”, por desmistificarem e atentarem contra as suas carreiras políticas, o nepotismo, a incompetência, o despotismo, o cabritismo.

O grande inconveniente para esses ditadores reside no facto de muitos jornalistas, que não dependem dos dinheiros públicos do Estado, são capazes de demonstrar que os falsários e demagogos são mentirosos compulsivos e usam o poleiro do poder para tentar manipular mentalidades e gerir interesses pessoais e dos grupos minoritários que os suportam.

Donald Trump não se cansa de insultar órgãos de comunicação social dos Estados Unidos da América de serem mensageiros de “Fake News”. A liberdade de expressão e opinião existente neste país permite a essas instituições a verificação dos factos. Assim, está demonstrado que, só no período de dois anos, desde que foi empossado como presidente, Trump, em discursos públicos, já distorceu os factos e mentiu mais de nove mil vezes, para tentar impor o seu paradigma de ódio, violência e medo.

Trump não tem o poder para mandar matar jornalistas, como acontece com vários ditadores a nível mundial, destacando-se neste aspecto o Vladimir Putin, porque a comunicação social independente e as outras instituições que controlam o poder não lhe permitem essas veleidades.

A Rússia, o país tutor da Re(i)pública da Angola do MPLA, é o mais especializado, em todo o mundo, na manipulação, produção e difusão de notícias falsas. Neste país os jornalistas que desmascarem cambalachos e publiquem notícias desfavoráveis ao “status quo” oligárquico são quase sempre vítimas de atentados e são mortos.

A maior anedota de que temos conhecimento, na Re(i)pública da Angola do MPLA, são as lições de “democracia, deontologia, ética e liberdade de opinião e informação” publicadas por assalariados obedientes ao MPLA, nos órgãos oficiais do informação, formatados em Moscovo ou em Havana!…

Se alguém decidir efectuar uma investigação honesta, a sério, verificará que a Re(i)pública da Angola do MPLA não é recordista mundial só em mortalidade infantil. Verificará também que o nosso país tem um recorde mundial em falácias, sofismas, contradições e mentiras infantis, conseguido através da “Fake” deontologia e falta de ética do jornal da Angola do MPLA, através das suas publicações durante as últimas quatro décadas.

De facto, o jornal da Angola do MPLA necessita de uma bússola ou de um GPS bem afinado para poder encontrar-se num paradigma credível, porque está demasiado “desparadigmado”, demasiado dependente dos ventos oligárquicos que sopram em cada momento. O Partido do poder também sofre dessa patologia, provocada por um vírus que continua a ser produzido em Moscovo e Havana.

Este órgão de propaganda demagógica não tem capacidade para ser honesto, desobedecendo às ordens superiores do departamento de propaganda e informação do bureau político do comité central do MPLA. Os defensores do tacho são sempre muito vulneráveis ao cambalacho.

São várias as falsidades publicadas intencionalmente no jornal da Angola do MPLA para tentar influenciar e gerir mentalidades. O último recado encomendado foi o do crescimento económico. “Tendo em conta a luta contra a corrupção e o novo paradigma de gestão governamental, o nosso país irá crescer economicamente 2% ou mais em 2019”… A realidade dos factos mostra que esse crescimento irá ser de zero vírgula qualquer coisa muito microscópica. O crescimento de zero vírgula qualquer coisa, num país atrasado que ocupa a posição 141 a nível mundial, num estudo efectuado para 149 países, é não passar da cepa torta, é nada.

Tudo isto vem demonstrar que a actuação do jornal da Angola do MPLA, endeusando as decisões do governo da Re(i)pública da Angola do MPLA, continua a ser uma gestação que apenas consegue parir “vapores do rego”.

E o povo angolano em geral continuará a ser enganado com as “Fake” promessas publicadas por este tipo de “Fake” jornalismo!

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